O mercado físico do boi gordo apresentou poucas mudanças nesta terça-feira, 2. Os frigoríficos ainda se deparam com escalas de abate bastante encurtadas, posicionadas em média entre dois e três dias úteis. “A expectativa é que haja uma maior disponibilidade de animais terminados a pasto no decorrer da segunda quinzena do mês”, alerta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
Também é importante pontuar que por se tratar de rebanho extensivo há uma maior condição de retenção. Portanto a decisão de venda do pecuarista terá peso no curto prazo. Em relação à demanda também há poucas novidades, com o consumidor médio descapitalizado buscando por produtos que causem um menor impacto em sua renda média, exatamente o caso da carne de frango. Essa premissa tende a se sustentar em todo o ano de 2021, período que tende a ser pautado por uma lenta recuperação econômica.
Nesta terça, a arroba do boi gordo foi negociada por R$ 305 em São Paulo, R$ 295 em Goiás, R$ 304 em Minas Gerais, R$ 287 em Mato Grosso do Sul e R$ 296 em Mato Grosso.
Atacado
O mercado atacadista apresenta acomodação em seus preços. O ambiente de negócios não é animador. Mesmo durante a primeira quinzena do mês há pouco espaço para reajustes. A carne bovina segue perdendo mercado para a carne de frango, uma proteína mais acessível. Essa premissa será altamente relevante em um ano como o de 2021 que tende a ser pautado por um processo mais lento de recuperação macroeconômica.
O corte traseiro ainda é precificado a R$ 19,30, por quilo. Corte dianteiro ainda é cotado a R$ 15,40, por quilo. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 15,40, por quilo.
Fonte : Canal Rural

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